quinta-feira, 1 de setembro de 2011

minhas mandingas, quero proteção


Que maldição que sou?

A qual circo pertenço,

Que horror suscito?

Exponho

Me imponho...

Sou uma espécie de bruxa má

Que manipula a vida através de seus feitiços

Ou serei uma pobre coitada numa realidade inventada?

Num universo paralelo, onde só eu sei as coisas que conheço,

Pois as inventei

O que é isso que me dá

Qual a origem desses horrores

Por que desfaleço em tremores

Quais cantigas vão me enfeitiçar

Que dança me tira desse transe?

Não, não quero alucinar!

A quem pedirei socorro na hora da chegada

O que chegará

O que espero

Por que tolero

Qual o desespero?

E qual a confusão entre ele e desejo

Por que meus textos são assim

Por que me angustio diante deles?

Por que não posso escrever fantasias rosa de um coelho que cantarola

Por que não sei se isso é uma pergunta ou uma resposta!

Nem sei por que grito agora...

Que as folhas mágicas sejam mais puras que eu!

Um comentário:

  1. Se procuras leveza no que escreve: decepção.
    Se peocuras respostas ao que pergunta: imaginação.
    Se procura origem no mal: infinito.
    Aceite seu destino, continue bruxa, lance seus feitiços, melhore-os, algum sentido isso tem e terá.

    ResponderExcluir