quarta-feira, 31 de agosto de 2011
Cita-me ou me excita?
trocadilho bobo,que pareceu bela abreviatura de uma questão feminina.
é tão raro ver referencias à mulheres, principalmente em trabalhos cujos os autores são homens. Raro não é a palavra certa, talvez não haja, talvez eventual seja a palavra. em nossos livros, trabalhos...quantas mulheres citamos em proporção aos homens...isso tudo é bobagem, devaneio,reflexo da divisão sexual do trabalho, enfim...tudo que já sabemos tão bem que continuamos a fazer igual, talvez por ser tão conhecido.
A mulher citada é excitada ou incitada, a mesma coisa da história acima...o protagonismo do pessoal da limpeza ou a historia das mulheres...
não vou me confidenciar
Não havia nada que pudesse explicar melhor o que vivia, senão o nascimento. Enquanto o barco subia o rio, a lua lançava um tapete tortuoso que adivinhava o destino das curvas. As árvores não sabiam se refletiam seu próprio mistério ou admiravam aquele familiar tapete. Ela dizia a si mesma que nascia, mas não sabia se era o devir desconhecido do rio, o calor de suas águas, as sombras que não revelam o que ainda não pode e nem quer ver. Não sabia se o calor do desconhecido lhe confortava ou assustava. Não jogava seu corpo no mundo, estava completamente imersa nele! O conforto do desconhecido lhe dava essa idéia de nascimento. Ou não saber nada de si lhe dava essa idéia de nascimento? Não importava o que fosse, sensações não são explicadas. Ela, embriagada, usava todas as metáforas que lhe vinham à cabeça, mas o que via lhe parecia a melhor metáfora. Muito embora, a lucidez do momento não fosse metáfora nenhuma!
nadar
As mentiras que me conta já não podem mais me magoar.
Decepção aparece antes, como uma enchente destrói os outros sentimentos.
Você me frustra e me castra...
Toda vez que se enraivece fantasiando amor,
Inventando companheirismo,
Brincando de ser adulto.
Eu fico aqui brincando de ser criança,
Uma hora cansa,
Uma hora desinteressa.
Uma hora você não mais importa
E depois desaparece
Na memória confusa se revela um outro.
Esse outro me assusta, não sei se o desconheço ou o conheço demais.
Apenas sei que não é esse outro que eu esperava ver, conviver.
Digo a esse outro que não me procure mais,
Ele reaparece, ele lhe toma todo, me toma o ser amado.
Outro desesperado, outro enraizado, outro amargurado, enfraquecido e embevecido.
Não sabe se existe ou se é produto de alguém que desistiu.
Por outro lado... outrora.
Suas ilusões de amor também me frustraram,
Não posso lhe confidenciar clichês, nem dizer que “mentiras sinceras me interessam”.
Não há mentiras em você...
Correto,
Reto
Frio.
Ainda assim mergulhei como se fosses um rio.
Fiz a água rebolir em meu mergulho
Mas o que amo em você desaparece no instante do pulo.
Você segue reto, frio, correto.
Se você tem a imensidão de um rio... não vou conhecer seu poço profundo
Você segue correto, reto, frio e indiferente a mim.
sexta-feira, 26 de agosto de 2011
Tarde
Essa tarde agonia pareceu-me sintoma de você
O que amanhece em desejo se curva com a magnitude dos prédios, das ruas.
Diante de tantas pessoas não há nudez, nem intimidade, não há gênero.
Sim, você quase se impõe mais uma vez,
Como se pudesse a pintura desenhar o artista
Contra toda sua ditadura responderei,
Escreverei
Me preparei.
Conheço sua frieza e seu calor
Nem um, nem o outro mais intenso,
Apenas prefiro o calor que respeita a brisa,
jorrando a tempestade
Prepara a terra
Semeia,
Venteia
Chove.
Você cresce mais morre,
Eu também, assim seremos todos.
Assim faremos o tempo até o dia de morrer
Enquanto se vive se faz a morte
Seja por sua pulsão, suposição ou oposição.
Você não é diferente de tudo que vive
E eu não conheço ambos.
Você não me parece fúnebre, mas o que eu escrevo agora também não devia parecer.
Pode não ser o que parece, pode ter um pouco dos dois e de tantos outros mais.
Não importa como, você se mostra como a vida.
domingo, 31 de julho de 2011
coisas que não gostaríamos de viver?

Tão covarde, tão covarde que se torna esguia! Parece uma enguia vivendo no escuro, pois teme que os outros julguem que seja rastejante... ela teme ser rastejante e então rasteja, rastela sua alma, quando não o faz com o corpo.
Desprezível para não ser desprezada! Agora se esconde em palavras?
E quando foi preciso mostrar-se pelas palavras, o que fez? Ela se omitiu! Não quer a responsabilidade de ser. Isso ou é muito arrogante ou muito estúpido...No caso dela, acho que as duas características se encaixam perfeitamente. É tão patético, mulher! Todos sabem que pendula entre ambos, pois não suporta ser nenhum e nem outro. És ridícula, assim acaba sendo apenas os dois, estúpida e arrogante. Sinal marcante de ignorância. Temo que continue ignorando e se ignorando assim...é que a despeito de como você pode ser, amo você!
quarta-feira, 4 de maio de 2011

Não posso mais escrever. Minhas palavras mudaram de foco, de tempo, mudou-se todo o ritmo com o qual me cantarolava.
Não conheço mais a palavra que me diz
Não conheço a que descreve ou explica.
Também não conheço mais a palavra do belo. O som da beleza foi uma ciranda e eu tive que rodar...girei, girei e tuudo se fez novo.
Não tem como explicar, não posso mais escrever ou "escrevinhá"!
Agora o sentido é cantiga que existe para alguém cantar...
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